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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

ARQUEOLOGIA: MÚMIA CANINA É ENCONTRADA NO MÉXICO

Que o povo mexicano tem uma forma bem peculiar de lidar com morte, a própria celebração do "Dia de Los Muertos" (Dia de Finados, para nós), com suas caveiras e esqueletos ornamentais, além dos fartos banquetes servidos nesta data festiva em todo país, já demonstram esta afirmação nitidamente. 

Mas a arqueologia, como grande auxiliar que é na investigação da história de um povo, acabou nos mostrando um fato curioso sobre o passado mexicano... Leiam o artigo abaixo, sobre uma recente descoberta na Caverna de Candelária, situada na cidade de Coahuila, no norte do país.
Encontrado cão mumificado com mil anos no México
Fonte: Diário Digital
Arqueólogos do Instituto Nacional de Antropologia e História (Inah), do México, encontraram um cão mumificado com cerca de mil anos.
O animal foi descoberto na Caverna da Candelária, em Coahuila, no norte do país, e mede 42 x 22 centímetros. "São poucos os esqueletos pré-hispânicos encontrados em contextos funerários. Esta descoberta reforça a ideia de que os cães eram usados nas tradições funerárias da época, mas também que os animais poderiam ser domesticados", afirmou Alejandro Bautista Valdespino.
O arqueólogo disse ainda que os estudos que agora começam têm como objectivo explicar os costumes fúnebres entre o ano de 800 e o começo do século XVIII, data da chegada dos espanhóis ao México.
De referir que as primeiras escavações na Caverna da Candelária aconteceram em 1953, sendo encontrados no seu interior mais de quatro mil objectos e cerca de 200 ossadas humanas. O Inah acredita que o local era usado para guardar os mortos do povo, além dos seus pertences.

terça-feira, 20 de novembro de 2012

ARQUIVO: "COMIDAS TÍPICAS CONQUISTAM O BRASILEIRO"

No dia 23 de fevereiro de 1997, o jornal "Folha de S. Paulo" publicava a matéria "Comidas típicas conquistam o brasileiro", presenteando-me com o reconhecimento pelo trabalho que fazia em Brasília na pioneira divulgação da comida mexicana na cidade. Meu antigo restaurante, o DON TACO, foi o primeiro do gênero no Centro-Oeste e o terceiro no país.

Hoje a gastronomia é apenas um hobby, recebendo amigos ou organizando um jantar na casa daqueles que me pedem para matar a saudade das receitas que selecionei com carinho durante anos. O prazer ao comandar a cozinha mexicana e receber pessoas é tanto que, quem sabe, um dia destes não pense seriamente em voltar ao ramo...


MÚSICA: JORGE & MATHEUS GRAVAM COM MANÁ

A música mexicana está definitivamente entranhada no show business brasileiro, em especial num segmento bem peculiar deste mercado: o sertanejo. Desde que as rancheras mexicanas inspiraram o nosso sertanejo de raízes, com o sucesso na década de 50 de cantores como Miguel Aceves Mejia (influenciando duplas como Milionário & José Rico e outros), não víamos tantas versões para as músicas dos hermanos vizinhos da América do Norte no nosso mercado fonográfico como agora. 

Depois que o cantor Leonardo gravou "Corazón Espinado", de autoria da banda mexicana Maná, em seguida veio a gravação de outra canção da banda, "Lábios Divididos" (versão de "Lábios Compartidos"), pela dupla Henrique & Hernane, Thiaguinho e outros cantores. E os sertanejos seguem explorando o filão de versões do inesgotável acervo de boas músicas (e letras, em especial) dos mexicanos do Maná... Recentemente, a dupla Jorge & Matheus gravou com eles a música "Você é minha religião", versão para o lindo hit da banda, "Eres mi religión". Na foto abaixo, temos o registro deste encontro dos artistas para a divulgação da gravação.


Segue abaixo o promocional da música "Você é minha religião", na versão com a participação da dupla Jorge & Matheus. Quem quiser assistir o clipe original da música em espanhol, basta assistir o vídeo no canal Oficial Maná no YouTube.

HISTÓRIA: UM DELICIOSO LEGADO

Ao se falar da história mexicana, logo vem à mente a revolução de 1910, com os seus famosos guerrilheiros Emiliano Zapata e Pancho Villa e seus muchachos com sombreros e armados até os dentes. Ou então, pensamos nas civilizações pré-colombianas, nas ruínas misteriosas das nações indígenas que já viviam na América bem antes da chegada dos Espanhóis.

Os astecas já possuíam conhecimentos avançados de astronomia e matemática, um grande senso artístico, mas poucos sabem que o mais delicioso legado histórico deixado por esta extinta civilização ao mundo foi um alimento que enlouquece muita gente ao redor do mundo: o chocolate. Como este é um blog que aborda, em especial, a comida mexicana, não poderia deixar de introduzir a história desse povo sem mencionar esta curiosidade.


Pouco após a chegada a Tenochtitlán (capital do império Asteca) em 1519, Hernan Cortez e os conquistadores espanhóis conseguiram marcar uma audiência com o imperador Montezuma. Recebidos à sua mesa do café da manhã, aos espanhóis foi oferecida uma estranha bebida chamada por eles chamada de tchocolathl (água amarga). 

Do fruto do cacau, era preparada essa bebida fermentada e meio amarga muito popular entre os povos indígenas da região. Após amassar as sementes da fruta, geralmente era acrescido algum condimento para variar as formas de se beber o exótico tchocolathl,cujo sabor ia do meio doce ao amargo, às vezes com um toque apimentado.

O chocolate era utilizado inclusive como moeda de troca entre os Astecas. Embora não tenha apreciado a estranha bebida indígena, Cortez interessou-se pelo valor da fruta, convencendo o rei Carlos V da Espanha a fazer uma imensa plantação de cacau para, posteriormente, trocar a produção pelo ouro indígena.


O exótico tchocolathl tampouco não agradou à nobreza européia, apesar dos esforços de Carlos V. Em 1585 chegou à Espanha um carregamento de sementes de cacau provenientes do Brasil (à época denominado Terra de Vera Cruz). Apesar do potencial do chocolate ter sido inicialmente reconhecido por Hernan Cortez, foi Cristovão Colombo quem ficou com o mérito de introduzir o cacau na Europa, pois, em 1538 o mesmo voltou para a Espanha trazendo a fruta e as ferramentas que os Astecas usavam no seu preparo.

Com o tempo, o gosto do amargo tchocolathl foi abrandado pelos espanhóis com a adição de açúcar e outros adoçantes, caindo mais no gosto europeu. A partir dessa modificação na receita original dos astecas, o chocolate entrou definitivamente para a história gastronômica mundial.

O uso do chocolate na culinária mexicana até hoje é bastante comum, e um prato típico muito apreciado é o famoso Mole Poblano (frango ao molho de chocolate com pimenta), popularizado pelo filme "Como Água para Chocolate", que estreou no cinema na década de 90 e ajudou na popularização da culinária dos muchachos de lá aqui pelo Brasil.